quarta-feira, 15 de julho de 2009

Sem tempo!? Não pare de fazer o que estiver fazendo, mas reinvente o jeito de fazer!


Não, esta não é mais uma postagem sobre "administração do tempo". Até porque não acredito que haja obstáculo em administrar algo tão fácil de ser contato! (risos)
O fato é que o dia continua tendo 24 horas, divididas em 60 minutos, formados, por sua vez, pelos 60 segundos, que muitas vezes pode ser a exata medida de tempo que se tem para tomar uma xícara de café quente antes de literalmente "correr" até o carro para "voar" até a primeira reunião do dia.
A cultura dos "virtualmente atrasados". Moro em um condomínio e, da janela de meu home office, posso ver o movimento apressado das pessoas em todas as manhãs. Só não tenho esse prazer quando eu mesmo faço parte do grupo de maratonistas matinais.
Em Curitiba, onde moro, criamos a idéia de que para qualquer trajeto, qualquer percurso, levamos 20 minutos. Mas já faz algum tempo que não é assim. Mesmo com esta ciência, ainda saímos no último minuto para quase todos os compromissos.
Além disso, chegamos à noite em casa e percebemos que ainda há muito o que fazer. Mas aqui vai uma dica importante: sempre vai existir algo para fazer!
Sempre, sempre teremos o que fazer. Precisamos "apenas" (como se fosse fácil) aprender a determinar as prioridades, escolher as tarefas de acordo com o impacto de cada uma delas e saber que tanto o corpo, quanto a mente, precisam de um tempo para recarregar as baterias, físicas e criativas.
Mas tudo bem, reconheço que não é uma tarefa fácil. Então, vamos à dica do COMO fazer!
Não faça apenas uma lista de tudo o que você está fazendo, com o objetivo de conhecer suas tarefas. Faça também uma análise de como você realiza cada uma delas, porque muitas vezes o obstáculo real não está em se ter, ou não, muitas tarefas, mas na forma de COMO estamos trabalhando.
Num dos livros de Mário Sergio Cortella ele traz a reflexão de que já temos tecnologia suficiente para trabalharmos quatro horas por dia, produzindo o mesmo, ou até mais, do que nas tradicionais oito horas. Mas, em contradição a esta conclusão óbvia, percebemos que quanto mais tecnologia, ferramentas e instrumentos nós temos, mais trabalhamos.
Eu desafio cada um dos que lêem esta mensagem a repensarem a maneira de fazer suas tarefas, mais do que o tamanho da lista de responsabilidades. E de encontrar no seu tempo, um tempo para você!

Eu mesmo tenho investido nesta prática, e tenho percebido excelentes resultados!

Um comentário:

  1. Rafael,

    já viu o livro "O elogio ao Ócio"?

    é do Bertrand Russel, ele fala tambem sobre as quatro horas de trabalho, porém a visão dele vem de uma linha marxista de produção.

    belo texto!
    abs!

    ResponderExcluir

Oi, você já deu sua opinião e logo ela estará aqui para ser compartilhada com outros!

"Não se pode ensinar tudo a alguém, apenas se pode ajudá-lo a encontrar por si mesmo." [Galileu Galilei]