domingo, 8 de março de 2009

O Lúdico na Valorização do Trabalho!

Todo o trabalho realizado numa organização deve, em sua essência, estar relacionado à melhoria contínua, seja no processo (eficiência), ou nos resultados (eficácia). Mas existe algo que também precisa ser continuamente trabalhado: o fator humano.
Por isso, em todos os trabalhos que participo na
 AtoCorp, sempre procuro explorar o resgate da valorização do profissional, identificando o que o motiva, quais seus objetivos e, acima de tudo, procurando lhe mostrar como ele mesmo deve resgatar isso, diariamente.
Há cerca de três semanas fui agraciado com uma missão: realizar uma
 Palestra Lúdica sobre valorização no trabalho para profissionais de saúde do Hospital de Clínicas. Esta intervenção estaria inserida no IV Encontro de Humanização do Hospital de Clínicas UFPR – Valorização do Trabalho e do Trabalhador, promovido pelo Comitê de Humanização do HC/UFPR.
Missão mais do que bem aceita, lancei-me sobre a literatura de nossa biblioteca. Reencontrei-me com
 Reeves, autor de Segundas-Feiras Felizes, Ken O’Donnel(Valores Humanos no Trabalho) e redescobri Bob Nelson, através de um título que me era desconhecido, as “1001 Maneiras de Premiar seus Colaboradores”. Em comum, todos os autores falam de uma nova visão sobre o trabalho.
No material de apresentação (os velhos e bons slides do PowerPoint) coloquei três comparativos, algo como o antes e o depois da visão sobre o valor do trabalho: de uma
 Penitência para a forma de se alcançar o Sucesso; da simples maneira de ter Sustentopara uma forma de se ter Realização plena; do procurar “fazer o que se gosta” para algo mais concreto, como “GOSTAR DO QUE SE FAZ”.
Eu me diverti muito, lembrando de como eu mesmo tratava o meu trabalho, anos atrás, antes de criar o método das
 Intervenções Lúdico-Apreciativas, antes de ver as coisas com essa nova visão. Trabalho era algo que deveria ser sério, e o resultado estava acima de qualquer outra coisa...
Hoje, uso as palavras de
 Bob Nelson para uma reflexão: “Leve seu trabalho a sério, mas não faça isso consigo mesmo”!
Pensar em valorização no trabalho para esta intervenção no Hospital de Clínicas me fez repensar sobre meu próprio trabalho, como percebo e dou
 valor às coisas e pessoas, pois como diria Mary Kay Ash: “Há duas coisas que as pessoas querem mais do que sexo e dinheiro: reconhecimento e elogio”!
Então fica a lição:
 “Mostrar reconhecimento é algo tão fácil de fazer e tão barato que simplesmente não há desculpas para não se praticar isso” (Rosabeth Moss Kanter).
Mas como valorização começa por você mesmo, também vale lembrar a frase de Jim Rohn:
“Você não é pago pela hora. Você é pago pelo valor que você traz para a hora”.
Foi emocionante falar sobre valorização com pessoas que salvam vidas! Mais uma experiência que devo agradecer ao meu trabalho!

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"Não se pode ensinar tudo a alguém, apenas se pode ajudá-lo a encontrar por si mesmo." [Galileu Galilei]